Pode a direita fazer autocrítica?

Fev 12, 2016 por

Pode a direita fazer autocrítica?

LULA , O RÉU, DEPÕE PERANTE O JUIZ MORO E, COMO SE ESPERAVA, NÃO SABIA DE NADA. A esposa falecida é quem saberia . [ Leia ,logo  adiante,  sobre AUTOCRÍTICA , algo que verdadeiros petistas deveriam avaliar] .

                                                                    Apresentação

ENQUANTO ISSO, OS MARQUETEIROS MÔNICA  E MARIDO DECLARAM QUE LULA E DILMA SABIAM DE TUDO E QUE AINDA PAGARAM 50 MIL REAIS, DINHEIRO DAS PROPINAS, PARA O CABELEIREIRO DE DILMA ROUSSEFF.

TUDO BEM CLARO, NÃO se PRECISANDO QUE UMA JUSTIÇA CORRUPTA E CHEIA DE TRUQUES SEQUER JULGUE , SÓ DEPOIS DE ANOS , E AINDA SEMPRE A  FAZER ANULAÇÕES, CHICANAS, COMO O FEZ NA VERGONHA QUE FOI , HÁ ALGUNS ANOS ,O CASO DO ACUSADO  BANQUEIRO DA TELEFONIA, Daniel Dantas  – ELE ACABOU LIVRE E O DELEGADO PROTÓGENES , QUE O INVESTIGOU , VIROU UM FUGITIVO , EXILADO NA SUÍÇA. AH, O JUIZ FOI PROMOVIDO . BRAZ$L , VERGONHA MUNDIAL.

OS LULISTAS FANÁTICOS 

E , AO MEIO DA LAMA E VERGONHEIRA, lulista ,CHUAI ou Chauí ou …(?!)  , A FILÓSOFA LULISTA QUE PENSA SER DE ESQUERDA , de fato NEOFASCISTA como Lula ( não há exagero- conclusão apoiada em análise sobre a práxis dele,  desde 1970, ela sua seguidora- Cf.neste site)   , CONSIDERA QUE MORO  FOI TREINADO NOS EUA  , PELO FBI E, NATURALMENTE,  DEVE SER DA CIA. PROVA ? NENHUMA.

[MARILENA , A LULISTA  FANÁTICA  – Fala em Sete Irmãs – Petróleo – Pré-sal , etc. fatos notórios -“imperialismo” .(!?)  Não prova nada do que devia/precisaria  – só fala, fala, qual Dilma/Lula . Narrativa decorada,boa voz .Mais uma . Só. Mas, está atrasada -Ianni menciona Brasil Província , em 2002. Jaguaribe a prevê,sem soberania  – em 2005. Unger fala em  ” protetorado americano” . (E nós , com Plinio Arruda Sampaio e outros – endossamos- há mais de década )   . Agora , dizer que Brasil/Lula liderava Brics …Rússia,China,Índia …É uma brincalhona fanática lulista – respeitamos .Curiosidade .Será que ainda não percebeu mesmo quem é o líder dela ? ]

E QUANTO A  LULA, O LÍDER DE CHAUÍ, BOFF, CHICO(este sem crítica, mero cantor desinformado)  ,  QUE ESCONDE SUA PASSAGEM NOS EUA E SEU TREINAMENTO FEITO PELA AFL-CIO, FEDERAÇÃO DE SINDICATOS/EUA , PROVADAMENTE CONTROLADA PELA CIA( P.Agee,”Diário da CIA) ?

E quanto a  LULA,  ACUSADO FRONTALMENTE POR TUMA JR. DE TER SIDO  INFORMANTE NO DOPS  , DE SEU PAI , TUMÃO, DÉCADA 70, SÃO PAULO, ABC –  SEM PROCESSÁ-LO NEM EXPLICAR-SE ? E o falso esquerdista, Lula, aquele que dia a dia , com a ajuda dos serviços de informação desmoraliza a esquerda , AINDA AJUDOU UM A ELEGER-SE SENADOR E NOMEOU O OUTRO PARA O SEGUNDO MAIS IMPORTANTE CARGO DO MINISTÉRIO DA JUSTIÇA(SECRETÁRIO NACIONAL) ?(Cf. livro “Assassinato de reputações”. Ao vivo, em “Roda Viva”, TV Cultura ).

COMO SABIDO  – OS LULISTAS NÃO FAZEM  NEM PODEM FAZEREM  AUTOCRÍTICA, SENÃO TERIA  O LÍDER LULA QUE CONTAR QUEM E O QUE REALMENTE FOI E É , o que não pode  – EXTREMA-DIREITA FANTASIADO DE ESQUERDA.Ou pior, bem pior . Provas? A práxis, seus governos, o de Dilma(Cf. J.Petras, “Brasil – Lula, Ano Zero”) , suas próprias declarações, apoio do consulado dos EUA a suas greves , sua formação e política sindical( AFL-CIO/EUA ) , Tuma Jr., proteção do SNI e de Golbery , década 70, afirmações do CIE e divergências dele com Golbery/SNI  sobre informações e contatos secretos entre Lula e Golbery, década 70, todos disputando-o  (Gaspari, E., “A ditadura acabada”).(Tem mais -paramos aqui pois suficiente) .

[Além disso, precisam os lulistas dos ignorantes , desinformados ou bases pagas e uma qualquer narrativa , como a de vítimas , para  pescarem votos/2018 (para vereadores, deputados,etc.)  , via líder Lula(ainda com votos ) , que precisaria estar na ativa e na luta ]. 

E COMO PODE HAVER QUEM ACREDITE EM LULA À ESQUERDA  , COMO UM STEDILE ,BOFF , Chauí (?!)   ,  DEPOIS DE DÉCADAS  e do BRAZ$L PROVÍNCIA DESTRUÍDO À NOSSA VOLTA ? Qual a explicação ? Só há duas – ignorância(  mudar a  bibliografia omissa?)  e burrice inacreditáveis(o que ,evidente ,não é o caso ) ou …Ah, pensem, vocês sabem, afinal trata-se de Lula Odebrecht .

E não ESQUECEMOS – O BOLSO, $$$, este NÃO DETERMINA MAIS POSIÇÕES e AÇÕES DO QUE A SUPERFICIAL IDEOLOGIA AUTOINTITULADA DE ESQUERDA  QUE ALGUNS FINGEM OU PENSAM TEREM ? Andar com um livro marxista nas mãos  pouco diz ou ajuda . 

Até quando o farsante Lula(escondido atrás do PT/aliados) ficará atrapalhando, enganando, confundindo todos os brasileiros ? Porque, afinal, o prejuízo causado por esse indivíduo alcançou e alcança, indistintamente, em nossos  dias , todos os setores e camadas sociais. Pensem.

Como não tem qualquer ética, aliás como Dilma,  Lula pouco liga aos prejuízos causados, o tempo perdido pelo país( investigações,recursos , agentes públicos, desgaste popular psicológico)  , suas evidentes mentiras, a deturpação provocada no caráter dos jovens brasileiros, prejuízos internacionais(turismo,negócios,investimentos , credibilidade ,etc.) causados a todo um povo. Assim, por isso mesmo,  terá que ter a ética e moral empurradas pela goela, enquanto segura as grades da cadeia  e chora. Nāo há  outro meio menos  desgastante.

Bem que  Chico de Oliveira, acertando o alvo , sem enganar-se com tantas mentiras, desculpas e conversa fiada , sociólogo respeitado e tradicional homem de esquerda ,  há muito declarava  : “Lula não tem caráter”. (*)

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(*) PS(1) -Abaixo , um retrato da família lulista , aquela em que alguns  ainda dizem  que têm razão, são vítimas , e o chefe mais sabido continua dizendo que não sabia de nada , apesar de milhões de dólares devolvidos pelas empreiteiras, culpados condenados e com confissões  feitas  , centenas de provas. Isto mostra como esses, os mais pilantras, escolados , poderosos , confiam naquela velha  Justiça/STF  lenta , de prescrições, que enterrou o “mensalão” , de Lewandowsky  , Toffoli , Mendes, Mello  e  outros, suas  chicanas e interpretações absurdas. Em suma, no estado de exceção informal, que vem de longe, no Braz$l  e no mundo . 
PS(2) – Que Justiça ? A que livrou (por  um voto e reinvençāo de recurso, embargo infringente ) Dirceu do crime de quadrilha, admitiu que Renan Calheiros desobedecesse ordem judicial, desrespeitou a Constituição à frente de todos, transformando o impeachment de Dilma numa “meia-sola jurídica”vergonhosa, empurrou Joaquim Barbosa para a aposentadoria, tendo este até deixado vídeo em que conta como se constitui e funciona o STF . Não há como pensar diferente quando vemos que quase toda a turma abaixo retratada está à solta , obstruindo a Justiça, sabotando os procuradores e juízes e policiais federais , difamando, injuriando, organizando os interesses anti-nacionais – todos já conhecidos lobos , fantasiados de cordeiros.

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             DA COLEÇÃO

         

    “RETRATOS DA PROVÍNCIA BRAZ$l”

 

                       UMA FAMÍLIA BEM BRAZ$LEIRA 

 

 

 

 

           Pode a direita fazer autocrítica?

Aylê-Salassié F. Quintão*

 

           Pesquisadores acadêmicos, a Justiça e a própria sociedade precisam tirar proveito “desse tempo de confissões inconfessáveis” (Cunha, 2017) para uma reavaliação profunda da realidade brasileira e a projeção de um futuro para o País com mais objetividade. É um momento de aprendizado. Não vai salvar a Pátria, mas, segundo o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da Força Tarefa da Operação Lava Jato,  as revelações dos 150 delatores ajudam a desenterrar estruturas arcaicas  viciadas que emperram o desenvolvimento, obstruem os pensamentos e a brasilidade.

           A delação, mesmo abrigada juridicamente, é vista, na política, pela esquerda, como “deduragem” e traição . A referência está nos militantes revolucionários que,  presos e torturados, terminaram por comprometer colegas. O tema chegou a desaparecer ,  até que a Comissão da Verdade restabeleceu a figura do delator, levantando o véu das impunidades e das violências contra aqueles companheiros.

           Ao envolver as elites, a delação espontânea terminou ganhando foro jurídico e privilégios penais. Pode ter, sim, um tempero de esperteza. Contudo, tem permitido, desvendar estruturas de dominação manipuladas no mundo da política e da economia, com parcerias até no estrangeiro. São conjunções de interesse escusos que, ao longo da história, minaram a justiça social no Brasil e emperraram a porta de saída da pobreza.

          Assumindo publicamente os erros cometidos em nome da fé, a Igreja tomou a frente da luta contra esse estado de coisas, pedindo antes perdão, e adotando medidas saneadoras. Veio a Lava Jato, e a delação passou a expor as pessoas à indignidade, à  perda do respeito público e até familiar. O reconhecimento do erro, intuído, entretanto, pela boa fé, é o de que os sujeitos desejam a reconciliação com a verdade.    Reconhecem o pecado e, pelo arrependimento, dispõem-se a cumprir a penitência judicial:  pagar por erros com o quais não conseguem conviver socialmente.

           No campo político, a delação – e não a “deduragem” – corresponderia quase a uma autocrítica: “tarefa inadiável de reconhecer os próprios erros, analisar suas causas e discutir os meios pelos quais possam ser  corrigidos “ (Dix Silva, 2006). Caberia ao indivíduo  ou ao grupo analisar os caminhos seguidos, atos e formas, atitudes e interpretações,  os desvios, com o fim de promover uma correção de rumos. De uma perspectiva revolucionária aplicar-se-ia a uma doutrina, a um  comportamento social, ou a um partido.A Ala Vermelha do Partido Comunista do Brasil deixou uma bela experiência sobre o tema.

          A  autocrítica permanente é um método recomendado aos socialistas, como forma de manterem-se alinhados à realidade e de corrigir desvios no curso de revoluções e governos.  A direita chama isso de avaliação, reavaliação ou balanço.  Nada contra. O filósofo marxista húngaro István Mészáros (2006) observa que  “…o pensamento marxiano – estudiosos da obra de Marx –  não é um sistema fechado, sagrado, que não possa ser modificado, retrabalhado, inclusive, a partir de categorias externas que se mostrem razoáveis”. Para ele, a autocrítica é propulsora de novas visões e táticas. “Mas, adverte, não necessariamente de avanços teóricos”. O problema estaria, de fato, nas categorias que a praticam.

            Por aí, somente a esquerda poderia dispor da prerrogativa da autocrítica. A direita não. A delação da direita seria “deduragem” mesmo, o que remete a complexidade das análises de Hanna Arendt, ao interpretarmos o comportamento aparentemente cínico de Emílio e de Marcelo Odebrechet que, diante de Sérgio Moro, acharam graça da situação que patrocinavam . Aquele riso parecia expressar mais aflição, e não deboche. A percepção instantânea de um cenário  fantasioso que, surpreendentemente, eles ajudaram a criar e a manter.  Provavelmente, ao reconhecerem a  prática de ações grosseiras e de  proporções tão imensas, riram para não chorar de efeitos que nunca imaginaram. Brasileiros também,  com relações estreitas em outros países, estariam eles definitivamente carimbados lá fora pelos atos praticados contra o seu próprio País. Criminosos? Sim, e como tais passíveis de rigorosas penalidades. Mas, talvez já estejam exemplarmente  conformados, como Eike Batista.

           A prática da autocrítica está verdadeiramente  amparada no socialismo científico de Marx, embora no Brasil seus seguidores pareçam  tê-la abandonado, trocando-a por táticas de lutas, num estilo stalinista, condenado pelo  comunista, também húngaro, Lukács ( 1968), como “oportunismo” . Aliam-se – afirma – convenientemente ao sindicalismo neoliberal ,  na expectativa de transformar os trabalhadores em agentes do partido da vanguarda revolucionária.

            É inspiradora  a advertência de Lukács trinta  anos atrás: “Na raiz dos problemas nacionais está uma modalidade de oportunismo que é, talvez, a mais grave das deformações legadas por Stálin: ao invés de utilizar os princípios teóricos gerais do marxismo para corrigir a ação prática, os revolucionários  subordinam-se mecanicamente às necessidades imediatas, às exigências momentâneas da atividade política. “Com isso, renunciam a uma das conquistas fundamentais da perspectiva marxista: a unidade da teoria e prática. A teoria fica reduzida à condição de escrava da prática e a prática perde sua profundidade revolucionária”. Segundo o filósofo, os efeitos de semelhante situação são catastróficos.

          Enfim, a perspectiva da autocrítica, reforçada no espaço da Lava Jato por mecanismos jurídicos inovadores, ajudaria muito a desanuviar o cenário que aí está. Incita a reflexão. As delações são uma oportunidade rara para o desmonte da máquina de dominação que as elites construíram ao longo da história neste País. Daí que a sociedade deveria temer, de fato,  aqueles que se recusam a fazer a autocrítica.

*Jornalista e professor

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