Liberdade

ago 25, 2018 by

Liberdade

LIBERDADE

                            (Carvalho Branco)

 

‘’Liberdade!’’

 

Grita a cidade;                                              

pede o povo

por um governo novo,

guardando em si a esperança

de que após a tempestade                                      

venha de vez a bonança,                              

de que a honestidade

caracterize algum homem,                                                                         

para que não morra de fome

o pai, a mãe, a criança…

Para que a apregoada igualdade

Seja um fato, uma verdade:

O rico oferecendo a mão

Para o pobre – seu irmão;

cada um em seu direito,

pelo outro tendo respeito;                            

e, assim, reinando a fraternidade,

teremos, no mundo, realmente

                                                              – LIBERDADE!

Manifesto Poético

(Carvalho Branco)

– Em resposta ao poema de Lin Quintino “Manifesto Poético por um País de Respeito –

 

 “Minha terra tem palmeiras”,                                   

assim o disse o poeta.

Hoje “come pelas beiras”

quem dela se diz profeta.

 

O povo, água, não bebe;

Dia a dia, passa fome.

Só na “branquinha” percebe

a vida em que se consome.

 

Se falta água na terra,

põe-se a culpa logo no homem;

o boi baba e já não berra,

os pastos, da terra somem…

Pra onde foi o respeito

Ao bom chefe de família?

Políticos fazem “leito”

lá no Planalto, em Brasília.

 

Se o povo rouba por fome,

apanha, sofre em cadeia;

o político rouba e ‘come’,

comanda invasões, incendeia,

 

dá “esmola” pro pobre agir

e, na sombra, ele se esconde,

vendo o pobre se ferir,

porque “embarcou em seu bonde”!

 

Pergunta a gente: – Justiça?!

E nesse “cabo-de-guerra”,

da “governia” postiça,

do “tráfico” que nos “ferra”,

 

o povo míngua no meio,

escravo da própria sorte:

o bebê já não tem seio

pra mamar, só morte…

 

Vítima de tiroteio,

a mãe tombou sobre a terra

e o pai traz nas veias, veio

de ódio, vingança, de guerra…

 

Poetas do meu Brasil,

artistas de toda sorte,

nossa gente varonil,

inda somos povo forte!

É possível reverter

a atual situação:

o povo detém poder

capaz vencer corrupção.

 

Levem ao ar pensamento,

unam-se nessa versão:

sejam a voz do fomento

do Amor, da Paz, da União!

 

Sejam fiscais das verdades,

ponham, a ferros, desonestos:

no país, suas cidades

sejam disso manifestos.

 

E novamente teremos

uma terra verdejante;

pescadores com seus remos

em mar de peixe abundante…

 

A base do bem viver

é ter, por si e por todos,

consciência do saber

respeitar sem mais engodos.

 

Verdadeiramente iguais,

todos nós perante a Lei,

sendo irmãos e não rivais,

governo e povo, uma grei!…

 

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