O SALTO PARA TRÁS(I) – BRASIL

Mai 18, 2014 por

O  SALTO PARA TRÁS(I) – BRASIL

  Brasil: o capitalismo extrativo

                           e

        o grande salto para trás(I)

                                                                                      James Petras

               

               Apresentação :  

BRASIL – RETROCESSO GERAL 

 

             “O GRANDE SALTO PARA TRÁS – BRASIL”   – Caminhandojornal.com, publica estudo do sociólogo James Petras sobre a situação brasileira, econômica e política. Em geral, evitamos tal tipo de publicação , buscando artigos críticos, comentários, etc. e não publicação tipo “acadêmica” e, ainda mais, de autores estrangeiros, eis que poderia haver problemas com  tradução, cópia, direitos,etc. embora a maioria  seja autorizada, mas com traduções e cópias com defeitos diversos. O que dificulta” escaneamentos” diretos.

         Entretanto, entendemos que alguns interessados poderão não pretenderem maiores  pesquisas  , cópias, ampliações, etc. o que demanda tempo e dificuldades , em especial para quem não maneja os recursos da internet. Até porque diversos textos estão em letra pequena , são difícil de leitura, e têm traduções limitadas.

        Consideramos o texto de Petras importante para o entendimento da situação brasileira. Além de altamente qualificado, este professor conseguiu , sem abandonar os recursos metodológicos tradicionais , alcançar forma objetiva de apresentar seu estudo – síntese.

       Tem sido promovida propaganda distorcida , parcial , apologética  dos últimos “governos” brasileiros de Lula da Silva , em especial , e de Dilma . Que negam  qualquer política neoliberal ou de subordinação ao capital financeiro internacional ou ao Império. E são apoiados por intelectuais que intitulam-se de “esquerda”e que chegam a publicar  livro(cujo título não corresponde ao conteúdo “Lula e Dilma, dez anos de políticas anti-neoliberais …”, ou algo assim ), em defesa dos lulistas, classificando-os como antineoliberais e tentando provar este “caráter” das últimas administrações petistas  . O que contradita , radicalmente, com a realidade – Lula aprofundou e avançou a política neoliberal e privatista de FHC ,  levando o Brasil a consolidar imenso salto econômico para trás .Isto é , abandonando a industrialização em função de uma política “extrativista” , exportadora de produtos primários . Que o Brasil lutava para superar desde Vargas e da Segunda Guerra Mundial.(Cf. Petras, análise abaixo, com citações e dados de difícil refutação). 

                                             Onde está a verdade?        

          Portanto, tudo indica que houve e há deliberado plano, diversionista, de desinformação,  ou contrainformação ,  um programa, provavelmente de origem estrangeira – como quase tudo bem elaborado , politicamente, no Brasil, [caso do golpe de 1964, muito mais que um mero golpe de estado, destrinchado por Dreifuss(“1964 – a conquista do Estado “ e outros  estudos) ] – organizado de longa data, buscando qualificar  como de “esquerda”, perante a população brasileira , e até mundial,  uma política, em verdade ,neoliberal ,  de “direita”. No fundo, objetivando que o povo brasileiro aceitasse,  e suportasse,  tal tipo de política , enganado, ingenuamente, face à sua confiança , cuidadosamente induzida , depositada na política de “Lula, o operário de esquerda””, no “Partido dos Trabalhadores” , e na “esquerda ” . Isto,  no início , e , depois, confiasse  na política de  enorme aliança “direitista”,liderada pelo PT ,  tendo como centro os interesses do bloco neoliberal mundial  ou do Império .

         Para melhor caracterização do PT, como esquerda , não neoliberal, houve ,ainda , a aliança com o PC do B , partido de um passado respeitável , à esquerda, mas que desde os massacres da Lapa e do Araguaia recomeçou a reorganizar-se com contraditórias posições (Gorender, “Luta nas Trevas”) e, mais tarde, alinhou-se com o PT, cada vez guinando mais para a “direita”(esta virada do PT ,  bem mostrada no livro de Petras, “Lula, Ano Zero” ) .Hoje, é difícil entender essa posição . De qualquer maneira , esse partido tem dado “aval de esquerda” ao PT,  à sua aliança neoliberal,  confundindo muita gente. É um caso a ser estudado, pois o PC do B  termina, assim,  dando razão a Prestes : “É comunista só no nome”. 

         Essa política econômica de  petistas/aliados,  neoliberal ,já assinalada por um Brizola, há décadas,  aliás, foi  além do mero  “neoliberalismo”  , eis que foi sendo alterada , aos poucos,  consolidando , num imenso retrocesso, a economia brasileira como um  “capitalismo extrativo”, exportadora de produtos primários (essencialmente, como décadas atrás ) – política que vem   destruindo  a antiga industrialização brasileira , hoje em declínio .  Em que pese alguns imediatos “grandes lucros” , para os chamados “agronegócios” , movimentados também por multinacionais, que foram beneficiados , inicialmente, pelo mercado chinês. O que já foi interrompido pela diminuição do desenvolvimento da China.   As indústrias  perdendo  , dia a dia ,  competitividade . Em resumo, segundo Petras ,essa política  levou o Brasil a “um grande salto para trás “.

          É  trabalho  de  autor respeitado , com citações adequadas  , e  apoiado em dados confiáveis .Junto com estudos  de outros autores (por exemplo , no caso brasileiro, Reinaldo Gonçalves) desmistifica o tão promovido  êxito econômico das administrações Lula/Dilma,  e coloca-o, junto com o que chama “auto-intitulado Partido dos Trabalhadores”,  no seu devido lugar .Longe de sucesso ou de uma “política anti-neoliberal ” e bem distante , assim  , da “esquerda”. Aproximando-se de um novo tipo de “neocolonialismo” ,  caminho deLiberadamente  tomado, eis que fechadas as condições de industralização independente, face à falta de competitividade.

          Bem à “direita”, pois, submetido aos interesses do Império , da forma a mais subalterna , propiciando ainda ao capital financeiro internacional , de outro lado, os maiores lucros do mundo. Petras  mostra o Brasil enveredando por um caminho  pior que o do “neoliberalismo tradicional”, o de um novo tipo de “neocolonialismo” . E , ao meio disso, as  administrações lulistas/aliados  ainda  aumentando , substancialmente, os problemas da Amazônia(desmatamento e outros )  e do meio-ambiente,  em geral, no afã de incrementarem os negócios da soja e gado , em especial(dados abaixo, com fontes).

   Um fracasso econômico  quase completo  , sob todos os aspectos  . (A serem analisados,  noutra parte , duvidosos  êxitos como a “criação” de uma enorme “classe média”, de haver  “desemprego mínimo”,  e ter diminuído a desigualdade entre os brasileiros. Há informações e índices que justificam a hipótese de haver graves distorções e “artifícios” , nessas afirmações e nos dados que justificariam-nas). Esse fracasso , hoje está comprovado  nas ruas,  pois chegou “à ponta” , aos consumidores, o que mostram   as manifestações populares  , em especial desde junho/13. Ele só tem sido preservado de mais ampla divulgação  ainda , e de cobrança efetiva , face ao marketing e “blindagem”feitos pela mídia representante  do “bloco neoliberal mundial”, a quem não interessa tal tipo de análise, mesmo que parte dela possa preferir, politicamente,  outra fração neoliberal que não a lulista.

            De forma distorcida, esse fracasso foi e  tem sido  apresentado ao povo brasileiro , despudoradamente,  como grande sucesso político(o que só diminuiu ,um  pouco, após as manifestações/junho 13  ,que publicizaram-no). E ainda é divulgado, pelo PT e aliados  , com a capa de “esquerda” , provocando mais dúvidas e  “confusão” política . Daí a importância, para o povo brasileiro, desse desnudamento da “realidade” , da essência da política econômica em vigor,  enfrentando-se os autores da  falsa  análise ufanista,por meios teóricos, lógicos, e também com  dados e estatísticas confiáveis . Não só com protestos nas ruas , como os que têm ocorrido , mas  com dados e análises como as que seguem -se.

              Até militantes  políticos e pessoas  bem informadas   têm sido confundidas com essa situação existente , no Brasil . Um rotundo  fracasso econômico e político apresentado,  pelos lulistas,   como sucesso  , de forma cínica , até como sucesso “único no mundo”(Lula)  . Ao invés de esconder tão vergonhosa política, fantasiam-na a ponto de ainda pretenderem dar-lhe  continuidade, com a reeleição de Roussef , agora representante neoliberal mais destacada, à exceção de Lula, desde que Dirceu  foi  preso . Na verdade. tal política fracassada , e não vitoriosa , é destaque único no mundo não pelas razões apresentadas por Lula da Silva , mas , como assinala Petras,  pelo mundialmente  inédito  retrocesso trazido por ela  a  uma nação,  anteriormente,  em processo de desenvolvimento  industrial  . As outras correntes neoliberais(Aécio, Campos,etc.) calam-se ou moderam críticas a tais aspectos , eis que ,afinal, também são neoliberais,  impedidas , pois, de levar adiante tais críticas .

              Uma exitosa trama liquidacionista , levada à frente ,  há  décadas, e ,atualmente , por  Lula/Dilma/Dirceu à frente . Para ter-se um cálculo de seu êxito basta lembrar que, em termos de massa, só começou a ser desmascarada , há pouco ,  com as quase ingênuas e não direcionadas manifestações de jovens trabalhadores e estudantes, não organizados politicamente,  em junho de 2013 . Manifestações  que, durante anos , foram evitadas e desmanteladas por Lula da Silva e cia .  ,via fisiologismo e financiamentos dos “movimentos sociais”.O que aumenta o mérito e importância delas. 

            Essa a política  que , ainda hoje, lulistas e aliados neoliberais buscam exercer,  com objetivos populistas eleitoreiros  , além de usarem , para melhor eficácia dela , maciçamente, sua tradicional distribuição de “benesses ” , via Estado, que trazem-lhes retorno eleitoral direto . Qualquer transformação estrutural posta de lado. E isso com recursos oriundos  do povo brasileiro, tipo bolsas-família, financiamentos de casas e outros. Sem nenhum respeito à proximidade das eleições, ao princípio da igualdade ou a qualquer ética .O que conta é vitória – eleitoral -a qualquer preço . 

              Quanto às iniciativas populares de protestos , quase espontâneos, nas ruas , os lulistas neoliberais  têm respondido , de forma esperta, com cercos maciços feitos por policiais, fichamentos de manifestantes , em grande quantidade, intimidações em delegacias, treinamentos por estrangeiros, intimações e notificações, de forma a assustar os mais dispostos e as  lideranças. Coadjuvados pela mídia que taxa quase todos de bandidos, vândalos, ladrões e coisas piores,  por alguns excessos cometidos por manifestantes  mascarados. Que não se sabe direito  se são manifestantes politicamente despreparados , e até ingênuos, ou policiais provocadores disfarçados . Desde que excessos e depredações só prejudicam as manifestações , assustando o povo em geral e servindo para auxiliar a elite petista administradora, a quem não interessa tais manifestações. De outra parte, os  lulistas já  têm incentivado movimentos sociais ,sob seu controle,  a irem às ruas, sob vagas bandeiras reivindicatórias, como meio de  retomarem a liderança das manifestações, já que não têm conseguido impedi-las. 

                            Salto para trás, também político

                     Havia , no Brasil (antes de 1930 , e mesmo depois) , uma política de compra de votos , direta, via ” distribuição de dentaduras ” e “vales” de todo tipo  e dinheiro vivo, punida pela legislação eleitoral . Hoje, temos a mesma política ,  legalizada e legitimada (pois, populista) , transformada em bolsas-alimentação e outros tipos de benesses, praticada  , oficialmente, às vésperas de campanhas eleitorais .Mas, agora, sem punição, feita em “benefício” dos eleitores, na verdade para sucesso dos candidatos dos governos  ( financiamento de casas, utensílios domésticos, etc.) . Tudo propiciado através dos detentores do aparelho estatal, ao mesmo tempo candidatos em eleições próximas  .

                   Àquela época, há décadas , havia grande fraude cartorial, nas eleições. Depois,  passamos a ter descarada manipulação de votos quando na contagem  deles , manual,  havendo  desvios até dentro do mesmo partido, através dos seus próprios fiscais. Em 1982, Rio de Janeiro, assistiu-se à monumental manipulação da Proconsult,  com a inovação da apuração  eletrônica, num esquema que desviava votos de Brizola , candidato a governador, mal visto pelos antigos detentores do poder do Estado(ditatorial) e pelas oligarquias,em geral, realizada  em benefício de Moreira Franco. Desmontado tal esquema, em cima da hora,  por um grande esforço de alguns especialistas, o  que não impediu uma “manipulação” geral e fraudes legalizadas e “acertadas”  , quanto às  eleições para deputado federal e estadual .

                Um prenúncio do que  viria  ,adiante , com a sedimentação das apurações , via urnas  eletrônicas. Consideradas  “perfeitas” pelos dirigentes dos tribunais superiores e elites políticas – e contestadas, com inúmeras reclamações , por  especialistas, que têm demonstrado sua superação e fragilidade , em termos de segurança. O que os tribunais eleitorais ignoraram – olimpicamente. Além disso, esses tribunais julgam recursos quanto a litígios , entre eles , “Justiça Eleitoral” , e os cidadãos . Esdrúxula” isenção” e mostra do verdadeiro contraditório antidemocrático  existente e do papel do Estado. 

               Ao contrário de escondida, essa “política eleitoral”, com recursos estatais e manipulação de sua estrutura burocrática , utiliza  ampla divulgação pela mídia  e promoção pessoal dos detentores do poder estatal-candidatos às próximas eleições .Em especial,  quanto à distribuição de bolsas, tratores, fogões ,etc. , em plena véspera de  campanha , já nas ruas , e estando  no exercício de  cargos executivos  .

           A mesma velha manipulação,  antiga,  de votos do “povão” , embora “modernizada” , no passado uma das justificativas da chamada Revolução de 30, que , com Vargas à frente, derrubou o regime e o governo de Washington Luís . Uma possível fraude ‘cartorial”,legal ,  muito mais sofisticada, sem transparência, através da Justiça Eleitoral, que organiza as eleições , sem controle externo. Tais temas não são discutidos e , muito menos , submetidos ao crivo popular. Aliás, como toda a Justiça , no Brasil. 

             Um também notável retrocesso político , feito de forma gradativa, disfarçadamente, beneficiando os detentores do poder estatal, que , além de candidatos à reeleição , em pleno exercício dos cargos , ainda continuam beneficiando-se dessa politica eleitoreira , em vésperas do pleito . E que ainda contam , como vimos, com a máquina burocrática eleitoral, em caso de litígio com adversários ou inimigos.

          Além disso , alterações constitucionais diversas  , aprovadas pela maioria governista , no Legislativo , beneficiando interesses neoliberais , feitas logo no início da primeira administração subordinada de Lula da Silva ( O mesmo fez, a bem da verdade , anteriormente, o presidente FHC , em relação a pontos cruciais, caso do entendimento constitucional sobre empresa nacional, por exemplo, beneficiando investimentos e multinacionais ). 

              No caso da primeira  administração Lula da Silva , aprovou-se, logo de início ,  a quebra dos limites dos juros , então constitucionais , de 1%, beneficiando financeiras e “cartões de crédito” , que cobravam e cobram  juros extorsivos  (e corriam riscos , ao serem cumpridos os então preceitos constitucionais , que determinavam juros de apenas 1% )  e a ” taxação dos inativos”, quebrando “direito adquirido”, entre outras medidas,  que foram-se sucedendo ao correr do tempo  .

                        RETROCESSO PARA OS CONSUMIDORES

                  Tal chegou até à liberação do uso de etiquetas , em cada produto, por parte dos supermercados (tornadas não obrigatórias , pela “base” majoritária de Silva , no Legislativo, através de mudança na legislação pertinente), reivindicação antiga dessas redes, em maioria multinacionais  , o que significou , para elas, economia, (e , de outro lado, desemprego, com a contratação de menos funcionários) e , ainda ,  lucros maiores, pela confusão dos clientes ,  com os produtos misturados nas prateleiras , quando muitos , confusos, ou analfabetos , ou analfabetos funcionais, compram os mais caros  , por vezes, ao invés dos mais baratos . Ou ,então , são surpreendidos, na hora do pagamento, com diferentes preços , sempre mais elevados ,  “por erro do sistema”. Resposta clássica dos caixas , quando descobertos . Porque a maioria dos clientes não consegue conferir, corretamente, os preços .Levando, nessa confusão , programado prejuízo, resultado da atuação das associações de supermercados , junto ao Executivo, financiado , eleitoralmente , por elas, que conseguiram alterar , via base majoritária de Lula da Silva/Dilma , no Congresso, a legislação relativa à etiquetagem dos produtos à venda . Lula da Silva e cia., na surdina, aprovaram todas as reivindicações delas.

             Agora, via maioria lulista-dilmista , no Legislativo/Judiciário, as redes de supermercados estão desobrigando-se ,  a si próprias -explicitemos – , gradativamente , de manterem empacotadores , junto aos caixas, aumentando o desemprego, dando mais lucros aos supermercados , e estabelecendo um trabalho ilegal e obrigatório para os consumidores (até em termos de OIT- Organização Internacional do Trabalho) . Ilegal, desde que , também sem alternativas (há monopólios ,ou oligopólios , dessas redes) , e gratuito,isto é,  sem nenhum pagamento para os consumidores-funcionários , em geral – passam todos os clientes, portanto, a  tornarem-se empacotadores de ricaças redes de supermercados multinacionais. Aquelas poucas que ainda mantêm-nos ficam pressionadas ,por terem maiores ônus , o que dificulta-lhes serem competitivas com as outras , que coagem os clientes , inclusive idosos e doentes, a trabalharem, gratuitamente, para elas. Enquanto isso, as caixas e gerentes – braços , literalmente, cruzados,desviando o olhar. 

                Situação mais cruel quando trata-se de idosos, que o fazem , com muita dificuldade, sob os olhares , indiferentes , de todos eles ,  braços cruzados, evidente que instruídos por gerentes e sindicatos. E até  dos demais clientes , já acostumados,”domesticados” ,  ou “disciplinados”. O “poder dominante” está adestrando os consumidores, gradativamente , para melhor servirem ao sistema também dominante – capitalista.  Com esses trabalhos , não remunerados , aumenta-se os lucros – menos empacotadores e caixas . E a ação da redes multinacionais , de supermercados , torna-se mais eficiente, com tal disciplina e adestramento, aparentemente casual e voluntário. Na  verdade , uma imposição aos consumidores, desde que trata-se de monopólios ou oligopólios  (Foucault, M. ,  “Micro-física do poder” ).Resultado – mais lucros para as multinacionais e desemprego para os trabalhadores e exploração dos consumidores. Nada desses lucros é descontado dos preços. Ao contrário,silencia-se sobre tudo isso(grande mídia,comentaristas, revistas , tvs ).

               Atualmente, vitoriosos nos pontos citados, graças à maioria legislativa de Lula da Silva/Dilma , no Congresso Nacional, partem para nova economia , e maior aumento de lucros.Estão  obrigando os clientes a colocarem seus cartões  de crédito nas maquinetas das lojas , e a fazerem, sozinhos , todas as operações , em deliberada campanha prática , isto é, aula prática, forçada pelos caixas , sob ordens dos gerentes . Em pouco, haverá dispensas de caixas e mais economias -lucros . Logo, desemprego como consequência . Trata-se do cliente trabalhando , diretamente, para multinacionais estrangeiras, sendo treinado durante o próprio trabalho, como elas já vinham fazendo , com funcionários novatos , mas contratados e remunerados. O chamado “treinamento “on job” , isto é,no trabalho. 

                Em todos os casos, essa situação de retrocesso , para o consumidor , foi patrocinada por Lula da Silva/Dilma , seu partido e ” base governamental”, no Legislativo , a serviço  das multinacionais  . O povo brasileiro NÃO SABE OU PERCEBE NADA DISSO, NEM QUEM SÃO OS RESPONSÁVEIS –  LULA/ DILMA E CIA. Fiéis servidores dessas multinacionais , que financiam-nos . Salto para trás , até no consumo. Ainda mais ,  com a inflação de volta. Há outros fatos,  semelhantes, mas esses já servem de exemplo. 

                                           PRINCÍPIO DA IGUALDADE ?

               No campo político, configura-se a mais completa quebra do “princípio constitucional da igualdade”, no caso quanto às eleições , princípio que , em sentido contrário, deveria amenizar a evidente desigualdade na competição eleitoral entre um cidadão , em pleno exercício da presidência da república brasileira, com todos os poderes e prerrogativas, e outro , fora do exercício de qualquer cargo, muito menos dessa importância.

               Em resumo, também , na política, o Brasil tem dado notável “salto para trás” -nesse caso, antes referido e muitos outros, caso da existência de “medidas provisórias” e da admissão de absurdo “presidencialismo de coalizão” (obviamente, incompatível com o sistema presidencialista, daí gerando-se inúmeras anomalias anti-democráticas -uma delas , o Presidente indicando os ministros do STF, ratificados pelo Senado, onde ele tem maioria , por via de coalizões majoritárias , conseguidas com distribuição de cargos e ministérios entre os partidos políticos , ministros do STF que , um dia , poderão julgá-lo por crimes de responsabilidade , e que irão julgar , dia a dia, importantes casos do interesse da própria Presidência da República ) . Só que agora não mais beneficia-se , no Brasil, oligarquias locais , mas o “bloco neoliberal” mundial – o próprio Império dirigente -financiador da campanha eleitoral do Presidente , em exercício.

               Um Estado , e estrutura político-jurídica , longe de serem democráticos  , muito mais um “estado de exceção” , que se é tendência do presidencialismo moderno(Agamben , G., “Estado de exceção”) , no Brasil , é realidade exposta, embora alguns cronistas e “cientistas” políticos prefiram usar  a qualificação de “presidencialismo autoritário” . 

                 As análises de Petras,  pois,  são importante subsídio , também , para análise de outros aspectos da realidade brasileira , e , ainda , para o caso de discordância dela , eis que estimula discussão, crítica, aperfeiçoamentos , sendo base para novas análises .

                 E  há que lembrar-se que , já em 2004, no livro “Lula-Ano Zero”, esse autor , de forma pioneira , analisava  a política conservadora, neoliberal, de Lula da Silva e sua administração ,  e até mencionava , em relação a ela, o velho termo “entreguista” . Petras , professor emérito e antigo de diversas universidades americanas,com dezenas de livros publicados, tem prestígio  internacional.

         RETROCESSO ÉTICO, MORAL, PSICOLÓGICO,SOCIAL

                       Uma política econômica , em termos de desenvolvimento industrial nacional, apontada por Petras, vinda de longa data, desde a “ditadura militar” , com a afirmação das multinacionais, no Brasil, e , depois , acentuada nas gestões de  Collor, FHC e , em seguida, Lula/Dilma , com privatizações sucessivas , e atabalhoadas , e facilidades dadas ao capital financeiro internacional  e ao chamado agro-negócio. O que levou o Brasil ao retrocesso apontado por Petras(Cf.abaixo) , com diversas consequências sociais e até psicológicas sobre o povo brasileiro. 

                      O avanço neoliberal  e o deslocamento essencial da economia brasileira em direção a uma política “extrativista”, a par de uma desindustrialização crescente, foi acompanhada por mudanças jurídicas e políticas, como as acima apontadas , estando em curso um processo de  “transculturação “(Ianni, O. ) acelerada.(Mudança de valores e cultura, tomados os de outras nações).

                               Quanto a essa política econômica , em direção à extração de ” produtos primários” , exportação de “commodities” , basta ver que Dilma, em campanha política pela reeleição(19/5/14 , BandNews) , saudava-a  e dizia orgulhar-se do agro-negócio, tendo liberado , na ocasião, mais de 150 bilhões de reais para o mesmo, através de créditos agrícolas. O que , independente de acordo de bastidores ou  esperança de contrapartida eleitoral, mostra a opção econômica dos detentores da direção estatal, lulistas/dilmistas . E as prioridades das administrações neoliberais deles , desde que a indústria brasileira continua apresentando sinais  de séria crise , com diminuição da produção e perspectivas de desemprego. 

                        Como parcialmente visto, anteriormente, a implementação sucessiva dessas políticas necessitava respaldo político e jurídico,com alterações constitucionais e legislativas .O que foi acima assinalado e exemplificado. Mas, para isso ser viável, tanto na época como hoje, era necessário amplo apoio político e social.

                     Ora, a política neoliberal é profundamente antipática, e prejudicial,  em especial aos trabalhadores e seus representantes políticos – militantes . E seria  preciso , para tal implementação , amplo apoio social e político  . O que partidos e políticos declaradamente  neoliberais , portanto, não conseguiriam . Isto é,  que tal política ,   e de retrocesso , fosse aceita pela sociedade .

        Como isso poderia ser conseguido?

                   Só através de uma grandiosa farsa . Seria preciso que  tal política, de “direita” , tivesse  legitimidade , eis que  envolvendo essas opções antinacionais(capital estrangeiro,multinacionais, etc.). Porque o Brasil tinha uma tradição nacionalista incrustada em  boa parte do “povão” , e também nas Forças Armadas, sendo Getúlio exemplo destacado  .

Veja-se que essa legitimidade foi criada a partir do PT e da liderança de Lula da Silva, fingindo-se de “esquerda” – e que ela  hoje existe, ainda ,  na medida, por exemplo ,  das declarações públicas de Lula da Silva, há algum tempo, sem reações populares , tipo  “nunca ninguém propiciou tantos lucros aos bancos e empresas como meu governo…”  . Ou  das declarações, também por exemplo ,  de Dilma Rousseff , ao destinar  bilhões de reais para créditos agrícolas( na verdade , empresários dos chamados  agro-negócios, em grande parte empresas multinacionais ) , sem reações populares , enquanto  os hospitais brasileiros e a saúde pública, em geral,  estão em deplorável situação . Lula da Silva e o PT legitimaram a ação política neoliberal no Brasil, mas mascarados , escondendo-se até hoje. 

               Como isso foi conseguido, no Brasil, sem uma verdadeira “guerra civil” , não essa em curso , mas uma “política” (  que levaria  à  busca de outros  rumos) , com  reações,  de monta, a nível das massas populares, ou das “multidões”(Negri) ?

                       Resposta –  antes de tudo, a anterior violenta repressão a partir de 1964 ; depois,   à custa de simulação , falsidade, mentiras, distorções de índices estatísticos e pesquisas, informações falseadas, desinformação, propaganda altamente qualificada, em altas doses , com a colaboração fundamental da “big mídia” e marqueteiros ,  apelo à psicologia motivacional , construção de lideranças populistas e partidos em condições de levarem adiante  tal política. Em suma, um grande espetáculo teatral . Além de um panorama internacional favorável que beneficiou a política econômica local. Atores destacados  – Lula, Dirceu, PT , Dilma e cia. Ou seja, Renan, Collor, Malluf , Sarney , como coadjuvantes, atrás deles.

                       Quem produziu tal espetáculo ? É só verificar a quem ele serviu e serve ainda – ao bloco neoliberal mundial .Isto é, em outras palavras, ao “Império”(Negri e Hardt ) ou,  para outros,  “Império do Capital”(Wood). Como chegamos a tudo isso ? Gradativamente, dentro de um programa bem planejado.  

             Primeiro , via “limpeza do terreno”(Golbery/Geisel/serviços secretos; declarações diretas de Golbery e outros sobre “limpeza ” política ) .Isto é, traduzindo essa linguagem militarista,  torturas, repressão, censura, desaparecimentos, assassinatos, repressão indiscriminada, em relação a “comunistas” em geral e adversários do regime.  Além do já previamente  conquistado amplo controle de natalidade, legitimado.[ Quando o Brasil, por sua extensão territorial ,  precisaria de maior  população , o que foi impedido por pressão dos EUA ,fato comprovado.( Docs. oficiais desarquivados,EUA) ] .Depois,  através de uma democracia controlada , em que pudesse-se legitimar a política neoliberal. Como ? Só através de eleições. Mas, como se organizariam  a democracia e as eleições,  legitimadoras? Através dos  partidos políticos, que constituem seu cerne .

                      Portanto, estava  colocada a questão. A política neoliberal  , para prevalecer e legitimar-se , no Brasil, não poderia apresentar-se , claramente, como tal. Precisaria de Partidos assimiláveis pelo povo e líderes.  FHC , ex-marxista(Francisco de Oliveira) ,  embora bem identificado, nega-a , até hoje, e desvia o foco no sentido de confundi-la com globalização.Os petistas e Lula [ ex-aluno das escolas sindicais modelo americano, desde o início anti-comunista assumido e declarado (Mário Morel, “Lula , o início”; J.N.Pinto, “O que sei sobre Lula”  ) ] negam-na , de pés juntos. E  tentam esconder-se e apoiar-se em intelectuais que seriam “de esquerda “. Seriam precisos, então ,  partidos políticos e líderes neoliberais populistas(não populares , desde que enganando, demagogicamente, o povo quanto a essa e outras questões), para cumprirem tais tarefas ,  não identificados como tal, ou seja, mascarados, permanentemente . Face à reação popular  gerada pelo “neoliberalismo” . 

                   Inicialmente, um Collor ou PSDB , FHC, mais confiáveis, mas sempre escondendo  sua real face neoliberal, foram suficientes para fazer o Brasil avançar  nessa trilha .  O Partido dos Trabalhadores e o importante PC do B (importante por dar aval de “esquerda”, até “comunista” ,  a essa política neoliberal  “disfarçada ” do PT) , principalmente, foram os partidos que , adiante ,  cumpririam esse papel. Por aí,  pode-se avaliar a complexidade da trama ou projeto .

              E os líderes populistas , necessários para o avanço  e consolidação dessa política, foram ,os mais destacados,  evidente,  Lula, Genoíno ,  Dirceu, etc. e , agora Dilma. O apoio a eles , desses interesses , se vinha de longa data, desde os primeiros anos da  organização do PT,  gradativamente (  cf. J.N.Pinto, ob.cit., e , em Petras,J. “Lula, Ano Zero”, a evolução do PT  para a “direita”) chegou, maciçamente, , após garantias, tipo “Carta ao Povo Brasileiro” e a presença de Meirelles no Banco Central. E  atitudes como a expulsão , pelo PT , de Heloísa Helena e de  todos que foram para o PSOL , PSTU,etc.Além de algumas outras expulsões isoladas e pressões para que  alguns deixassem o PT , voluntariamente. 

                     Com isso, recursos e apoio,da mídia, além de certa “blindagem”, vitórias em  eleições, prestígio, “mensalões”, corrupção(arma política só superada pela guerra) , reeleições .  Uma rota já clara, consumada, politicamente identificável – que é difícil acreditar como casual.Provavelmente, cuidadosamente programada , e não é difícil imaginar por quem e onde .( Cf. artigos sobre Lula, Dilma, a província Brasil, etc.).

                        Ora, a mentira, distorção maciça de fatos, contra-informação, desinformação, feitas pela “big mídia” ,  manipulação, desvio de verbas em direção aos interesses “neoliberais”, promoção de “pão e circo” , etc. foram o caminho político natural. Ou seja, espetáculos midiáticos e bolsas-alimentação, investimentos em áreas de interesse prioritário das multinacionais e capital financeiro, corrupção sistêmica,  como consequência, manipulação do Legislativo, altos juros para compensar o capital financeiro. Tudo isso foi usado para conseguir apoio popular ao neoliberalismo mascarado do PT e aliados, muito mais útil a essa política que partidos de “direita”, declaradamente neoliberais. 

                           Em suma, foi promovido , de fora para dentro , desarranjo político e social  brutal de valores,moral, educação, religião,  ética, expostos , diariamente,  nos jornais e TV, vindo de cima para baixo, desde os mais altos poderes da República,  e de baixo para cima – repartições  publicas e fiscalizações  dirigidas por apadrinhados de deputados eleitos e participantes dessa política, apenas para exemplificar.

                       O povo brasileiro não poderia ficar imune a esse brutal processo econômico, social e político  .

                           Impossível de ser corrigido através de falida  educação e família,  em transição e degringolada, ou por polícias, também atingidas por essa agressiva política. Crimes bárbaros, crianças assassinadas , queima de ônibus, manifestações de desagrado de todo tipo, torturas em delegacias e  favelas, assassinatos de policiais – desagrado social generalizado e reivindicações sem canais institucionais ou outros , legítimos, para canalizar inúmeras  queixas de abusos , infrações  de direitos, crimes diversos. Essas as consequências sociais da política neoliberal enrustida , aqui imposta , no seio de um povo simples , brasileiro, transformado em mercado consumidor das multinacionais e financeiras estrangeiras, via cartões de crédito. Portador de celulares e outras bugigangas importadas , mas ainda morador de favelas, sem saneamento básico, analfabeto ou analfabeto funcional , reprimido por repressões e ameaças estatais diversas , traumatizado por fantasmas de seculares torturas e traições políticas e eleitorais. Povo vitimizado por sucessivas mentiras, engôdos, estelionatos políticos, decepções de todo tipo, e enfraquecido, física e psicologicamente, por péssima assistência social e serviços de saúde, transportes destrutivos , e ainda por cima vivendo numa sociedade  violenta, insegura, neurotizada , esquizofrênica . 

                      A sociedade transformada , em síntese, 

                     num “sanatório geral” (Zuenir Ventura).

                  

       

                A “confusão” política -manipulada e planejada

            Vive o Brasil um momento político em que um deputado de “direita”(Flávio Bolsonaro),  que assume-se como tal, vai à TV e assinala todas as desgraças atuais da economia e política brasileiras , verdadeiras, e suas conseqüências(depredações, saques,etc.) – atribuindo-as à “esquerda”no poder(?!)  e convidando o povo a vir para a “direita”, a  dele , que é contra tudo isso !

                 De outro lado,  um historiador de “esquerda “ (Rufino dos Santos), num grande jornal ,  mostra-se admirado (só agora , tão tardiamente? ) com essa atribuição de esquerda à direita , e com a confusão de chamar-se de “esquerda” os  lulo/petistas , que ele considera mais conservadores e  à direita de Goulart , desmoralizando a “esquerda” na medida em que é-lhe atribuída , inclusive,  corrupção generalizada . No que tem razão . 

           Mais do que nunca, pois,  torna-se necessário tornar  clara a realidade que, tudo indica, o Império, e seus aliados locais, lulistas/petistas  , buscam esconder , deliberada e conscientemente . Utilizando  marketing qualificado e ideologia teórica produzida com fins determinados –  defendem o  programa lulista , líderes populares ligados ao Império e à sua política , que apresentam-se como “esquerdistas”, nacionalistas, defensores dos interesses populares. Líderes que  , há longo tempo, com a ‘blindagem” dada pelo Império , e a manipulação do aparelho do Estado,  de todas as maneiras, inclusive através de suas polícias,  além de  propaganda científica intensa, vêm sendo defendidos e protegidos , via “big mídia”, em especial, na sua política neoliberal e liquidacionista da nação brasileira.

           Tem havido a persistente e sistemática defesa , em todos os níveis , com intensa propaganda , paga com dinheiro público, de forma , em geral, indireta,  do  indefensável  – a negativa que a política lulista/petista seja “neoliberal”  ; que o Brasil tenha tido notável progresso econômico ; que , ao contrário de “blindados” , os lulistas têm sofrido, ao longo dos anos,  grandes injustiças por parte da mídia e dos poderes da República , que eles mesmos , por sinal, dirigem  e assim por diante. Quando a verdade é outra – premida pelas manifestações de rua, que denunciaram o descalabro geral , (embora não a situação econômica , em detalhe) – a “big mídia” tem diminuído a “blindagem” que dava a Lula da Silva e petistas , disfarçadamente, há longo tempo.

              Caminhandojornal.com  tem considerado que esta parte da análise econômica , feita por Petras e outros, está  clara – como será possível ver pelo artigo abaixo. Necessário , agora, é desmistificar a figura , em especial de Lula da Silva , seu cinismo e descaramento político absolutos .Basta ver seu desprezo pela ética e pela legislação, ou seja, pela coletividade, o povo brasileiro   – confira-se casos do “mensalão”, em que era , obviamente, o chefe de Dirceu , e ,  mais recente , o escândalo da funcionária e  secretária Rosemary , que com ele viajava, pelo mundo, em confortáveis vôos, hospedando-se em palácios, em várias partes do mundo, à custa do povo brasileiro . Enquanto isso , ele , o povo, teoricamente dono dos recursos financeiros nacionais,  relegado ao uso de  hospitais superlotados, insegurança pública, escolas depredadas , transportes enlouquecedores. Não se trata , no caso , de questão pessoal, mas política – recursos do povo brasileiro desviados,  dessa maneira direta e brutal .Além de também por  outras,  indiretas,  face à  intervenção ilegal da citada secretária em empréstimos públicos e negócios de estado .

             Fim da “blindagem” de Lula da Silva ? Só máscaras ? 

             Dilma e Dirceu , de outro lado , também  foram  leais agentes de projeto neoliberal , provavelmente, bem  programado. Para isso , foram promovidos pela “big mídia”, em certa época ,   “blindados ” e protegidos , como Lula da Silva . Proteção que ,   depois ,  foi sendo   colocada de lado , aos poucos – primeiro , Dirceu , poupando-se  Lula da Silva do “mensalão”, quando , preservado, poderia tentar proteger os demais acusados ; depois, Rousseff , face à crise crescente e à sua incompetência administrativa , demonstrada dia a dia .

              Finalmente, tudo indica que o próprio  Lula da Silva está sendo isolado , aos poucos,  ou convidado à aposentadoria compulsória. Já cumpriu seu papel de fiel servidor local do bloco neoliberal mundial , estando sendo desmoralizado, gradativamente , o que poderá torna-lo desnecessário , como líder desmobilizador e controlador das massas e da situação social. Seu prestígio, conquistado , parcialmente,   através dos recursos do Império , é diretamente proporcional à sua liderança popular, lealdade e utilidade  para aquele. Porque dependeu , e sempre dependerá , da “big mídia” , isto é , dos meios de comunicação em geral. Aqueles que ,numa época em que eram bem menos poderosos, destruíram Vargas . E , décadas depois, mais desenvolvidos tecnologicamente, construíram o mito e líder Lula da Silva , com conveniente áurea de “esquerda”, quando sempre esteve à “direita” e até contra a “esquerda”, caso do velho PCB. ( Cf., por exemplo,”Lula , o início”, de Mário Morel , onde ele próprio define-se,  ideologicamente ) .

            As próximas eleições mostrarão se o Império , através de seus locais representantes , buscará “renovação e continuação” , com Aécio ou Campos, ou persistirá no caminho já trilhado , mais conservador – se é que isso é possível – via Dilma/Lula , caminho que , antes exitoso,  poderá acabar mal ,  havendo  riscos políticos sérios , pela falsidade e desgaste deles perante a população. Que , mesmo sem chegar ao  entendimentos do acima explanado  (e do abaixo analisado,  por Petras), sente, na pele, dia a dia , a política incompetente e predadora e anti-nacional da dupla Dilma/Lula da Silva – a começar pela inflação evidente .

               Portanto, nessa situação, de grande importância a divulgação da análise lúcida e objetiva  ,  de James Petras , sobre o Brasil , e  de comentários e análises sobre as figuras de Lula da Silva e Rousseff . ( Quem interessado, conferir artigos , neste site, voltados para o entendimento das ações políticas de Lula da Silva, Rousseff  e  Dirceu, que entrelaçam-se com análises políticas e econômicas mais amplas).

              Anote-se,  ainda , a superficialidade e pretensão das análises sobre a economia brasileira , que ilustram a matéria ,  de três economistas neoliberais , cada um deles  ligado a um dos principais candidatos à Presidência da República , para as  próximas eleições( em vídeo ) .

            AS  FRAÇÕES POLÍTICAS NEOLIBERAIS   

                  Quanto à “confusão política ” existente , inclusive entre pessoas tidas como esclarecidas, confira-se (também em vídeo) o discurso do deputado Bolsonaro, “assumidamente de direita”, que rotula Dilma e Lula de “esquerda”  e atribui  a ela , “esquerda” ( entenda-se-  Lula e cia., administração Dilma  ) a “desordem” em curso. Todos eles , de fato, estão na mesma posição (direita braba)  , pró-capitalismo , pró-neoliberalismo , o  deputado (neoliberal, apoiando o capital financeiro,etc.) , representando apenas outra fração do bloco neoliberal, que não a lulista . (Cf. análise abaixo ) .Entretanto, a crise é atribuída `”à esquerda”,  e não à “direita”, ainda que não a fração política representada por  Bolsonaro.

             A fração política neoliberal que sustenta o lulismo conta , todavia, com o poder do Estado, o uso das polícias contra inimigos e adversários(Tuma Jr.) , o uso do fisiologismo para desorganizar os movimentos sociais e instituições anteriormente envolvidas na luta social (cargos, verbas, cooptações de diversos tipos ) , defende os interesses do agro-negócio , do capital financeiro internacional  , banqueiros locais e multinacionais.

       A fração, digamos , “militar/bolsonarista” defende ditaduras, grita ,  justifica torturas, dá espetáculos públicos teatrais de direitismo explícito , representa militares envolvidos com a última “ditadura militar”, familiares deles, amigos, mais parte dos militares da ativa [ difícil determinar em que proporção ;(muitos militares discordam do apoio ao capitalismo financeiro internacional, multinacionais, bancos, sendo “nacionalistas de direita”, anti-comunistas radicais , embora não tenham maior cultura política, nem distingam entre comunismo e socialismo, etc. No passado, inúmeros líderes militares tornaram-se socialistas, caso de Prestes, Barata , Lamarca , etc. O mesmo ocorreu em outros países da América Latina – Chaves , por exemplo, era militar de carreira ) ; clamam  , por exemplo , contra a presença estrangeira , comprovada , em grande parte da Amazônia (Maçons, docs., livros ; generais da reserva , diversos ) ; elegeram  dois ou três deputados federais, se tanto, apenas um expondo-se mais  (Jair Bolsonaro)].

                 A fração política lulista/dilmista/aliados finge-se de esquerda , confunde a população, usa “máscaras” diversas , e  elegeu dezenas de deputados e senadores e aliou-se às mais retrógradas oligarquias nacionais  . Qual delas prejudica  mais , hoje , o povo brasileiro , impede sua organização e lutas ?        

                      Todos os não neo-liberais , que discordam do  sistema econômico/político/social que domina o Brasil,  devem avaliar essas  questões , como também avaliar o papel deletério de cada uma das  frações políticas mais importantes , inclusive as  encabeçadas por Aécio e Campos/Marina . Todas situam-se no campo neo-liberal , sendo que a fração do PT , assim como, em parte, ainda, a do PSDB/tucanos, isto é ,   a  lulista,  esconde-se e , através de diferentes disfarces, passa por “esquerda e utiliza o segundo turno das eleições para eleger-se.

                   Mais uma vez colaborar com ela , considerando-a à esquerda das demais frações neoliberais, a menos prejudicial ao povo brasileiro ? Ou considerá-la  como  a mais perigosa e deletéria fração neoliberal , que disputará as eleições, eis que poderosa, disfarçada de esquerda ,  manipuladora, a que destruiu “por dentro” as esquerdas , desorganiza e desmobiliza os movimentos populares,utiliza as polícias contra o povo e adversários  , conteve e contém a reação popular ao neoliberalismo ?  Difícil opção. Porque essa fração lulista , com  boa probabilidade,  pretenderá ,mais uma vez, ser reeleita , em segundo turno, com os votos da “esquerda”, democratas e anti-neoliberais , em geral. E as outras alternativas, capazes de chegarem ao segundo turno, com quase certeza , serão todas neoliberais .

             Um “neo-liberal”,  claramente identificável , para Presidente da República –  ou , mais uma vez, o enrustido, falso “neoliberal” , agora fantasiado de “Dilma”, sempre mascarado, autoritário , debochado, e no poder, que confunde, desorganiza, impede os movimentos populares , usa a polícia contra eles e adversários, que expulsou do PT dignos companheiros ? E ainda por cima está envolvido em sérias denúncias de corrupção a nível político , e até pessoal[ além de acusações , também sérias , não desmentidas, de colaboração com serviços  secretos(TumaJr. , seu ex-Secretário Nacional  de Justiça )   , que tem escondido sua formação sindical , feita por centrais americanas, no Brasil e no exterior, onde esteve, na década 70 ]  .Com sua própria família envolvida em financiamentos de multinacionais,  e com uma vida íntima (que torna-se pública , eis que trata-se de figura pública , usando nela recursos públicos ) recheada de viagens internacionais luxuosas , com privilegiadas secretárias .

             Complexa situação – as soluções do voto em branco , ou nulo  , só servirão , de fato, para ajudar a mais  forte e perigosa corrente neoliberal -a lulista/dilmista  . Que é a principal responsável   pela destruição do antigo estado nacional brasileiro ,  então ainda  relativamente independente , mesmo após o tsunami neoliberal de Collor e FHC . O lulismo/petismo , traiçoeiramente, enganou seus eleitores e programa anti-neoliberal, assumindo uma farsa , que vinha de longe, e depois acabou até , boçalmente , expulsando  , ou afastando , ou levando à saída , quadros que ainda mantinham coerência, como um Chico ou Heloísa Helena ou Maninha Ou os Benjamim , entre outros. Confundiu  a população,e , assumindo o aparelho estatal , usou-o para  a destruição das manifestações das organizações populares,  domesticando-as, a começar  pelas próprias , petistas ; sedimentou uma política econômica subordinada , e até o financiamento dela , via, BNDES, em especial, o dos interesses estrangeiros, multinacionais , e do capital financeiro internacional . Quem  capaz de conseguir fazer mais que  isso, contra os interesses do povo brasileiro? E o ardil , o truque , sempre consistiu no uso da “máscara de esquerda” , antes e depois de assumir a direção da máquina estatal subordinada.

                   Ainda em vídeo , também, abaixo,  o cinismo e confusão demonstrados por  Lula da Silva ,  em declarações em que , de forma confusa , defende os gastos com a Copa do Mundo , no Brasil . Tenta usar seu atual  “carisma”(?!), tipo Menem , ex-presidente  da Argentina, há alguns anos,  em declínio (pela crise geral e menor “blindagem” dada pela “big mídia”, via fotos , declarações  como essas, etc.,  que podem ser manipuladas, pela edição ,  num sentido ou outro – análise , neste site ) , e sua “autoridade”  política , no PT/aliados, em especial, para apoiar  Rousseff e ajudar a desmobilização popular e o  arrefecimento das manifestações anti-Copa do Mundo.
                  Lula da Silva  foi dos que mais agrediram  FHC , tucanos e cia., quando eles na administração subordinada , e agora quer gentileza , da parte dos mesmos  opositores – cinismo  absoluto . Após tais declarações, afirmou que é bobagem todo esse conjunto de exigências da FIFA, caso de metrô para ir ao “Itaquerão”, estádio paulista para a Copa , pois o povo sempre foi e vai  até “de jumento, a pé , pé no chão …” Para quem dizia que precisa-se pensar nos direitos do povo à qualidade de vida, bons salários, casas confortáveis, até piscinas, agora afirma o oposto . Só que , em 2007/08 , quando presidente, foi suplicar à FIFA para trazer a Copa para o Brasil , junto com Cabral e Paes . Defendia  o oposto – era preciso qualidade, obras bem feitas, o povo merecia,etc. Além disso, todos assinaram contratos com aquela entidade, contratos que, com certeza ,vão descumprir , ao menos em parte. 

             Confira-se,  ainda, adiante, fala de contestada apresentadora,do SBT ,  naturalmente autorizada  pela direção da emissora(consta ter tido problemas com ela, superado  ;  claro que o estilo , a crítica,etc. foram planejados, antecipadamente, por seus superiores   ) , tentando ser crítica , mas exagerando e aumentando a “confusão política”existente,  os  políticos  como alvo . Isto é, representa poder econômico que apóia a administração dilmista, mas , pela crítica, tenta  identificar-se com o ” povão”.

            As posições da emissora identificam-se com a “direita” , “neoliberal”, a qual, politicamente, Lula da Silva , que ela critica , lidera , embora use máscara oposta de “esquerda”(repita-se) , perante o “povão” e setores mais politizados .  A  apresentadora estaria aumentando as críticas aos “políticos ” , mas não indo para a “esquerda”, contestando o “sistema neoliberal” .Assim,  identifica-se com outras frações neoliberais, que não a lulista ,  tipo Aécio ou Campos . A fração neoliberal lulista parece vir  sendo abandonada, gradativamente , pela “big mídia”. Ou seja , ao menos por parte da mídia que defende os interesses do   bloco neoliberal mundial , empenhado , segundo indícios, em  mudanças  tipo – ” mudar para melhor conservar” . Mas, luta para manter-se , por todos os meios. 

                  No caso de figuras mascaradas de “esquerda” , como Lula da Silva, Dilma , Dirceu e aliados ,  a par das dificuldades naturais de entendimento da complexa situação econômica e política brasileira ,  há , ainda, para confundir mais, “teatro”  montado ,  até com a publicação de livros(tentativa de justificação  via “argumento de autoridade” – uso do nome de intelectuais conhecidos –  e “ideologia teórica” ) ? O que tem fracassado pela óbvia falsidade dos fatos e análises – aliás, o que vai acabar, como prevíamos(cf. outros arts. deste site) por  desmoralizar tais “eminentes” intelectuais (Sader, por exemplo, tem sido contestado , de público) .

                  A “mascarada ” é planejada , e há mais – o carimbo “esquerdista”  de  partido intitulado comunista , fiel aliado do lulismo  .  O objetivo – retirar de Lula da Silva e cia. o rótulo de “direita”, eis que  mais lucrativo , politicamente, tem sido  o de “esquerda” , ao curso das últimas décadas.(Caso do PC do B , fiel aliado, o que não dá para entender , sequer como tática política, sob qualquer ângulo).

                Não é maravilhoso,  para um lobo , que objetiva  enganar e comer ovelhinhas , fazer-se de bobo , disfarçar-se e  ser tomado como uma delas , ao invés de ser identificado, desde logo ,  como o que realmente é, um lobo faminto  ?

                       Como essa farsa facilitou e facilita o trabalho de destruição dos inimigos e adversários e construção de seu próprio grupo político! No caso o PT . Ainda por cima , com o poder administrativo nas mãos – isto é, com a “caneta”. E nada melhor para o Império que haja , por aqui , uma “direita” , fantasiada do contrário , de “esquerda” ,  no fundo bem acertada e premiada pela “direita” mais poderosa do mundo , ele próprio , o bloco neoliberal mundial . Confira-se os prêmios dele recebidos , por Lula da Silva . Inclusive, os milionários convites para palestras, forma indireta de pagamento. O que comprova, sem margem para dúvidas, o que representou e representa Lula da Silva. 
                A mão direita,  nas multinacionais e no capital financeiro internacional, que a financia ; a mão esquerda , acenando para o “povão”, fingindo  ser sua aguerrida defensora . Demagogia e populismo clássicos. O neoliberalismo  tornando-se popular e tendo , afinal, um  líder populista- e isso no miserável e confuso “terceiro mundo “. Embora, é verdade ,  no caso , tenha sido obrigado a travestir-se , primeiro ,  de “esquerda”,  numa farsa monumental, que deu certo, usando máscaras e mentindo e simulando.
 

                           LULA E DIRCEU – OS  “ESQUERDISTAS” (?!)

           
                      Mas, afinal , não se pode chegar à perfeição política e, no caso da “teatral “,  a nota é  dez -a peça tem durado anos , em cartaz ainda.  E enganado milhões de pessoas.  Ademais, essa (a mentira, simulação , hipocrisia ,etc.) é a real política vigente, em nossa época, segundo vários teóricos.(Freund, J. ” O que é política “). E nela, reconheça-se , Lula é mestre, com uma capacidade de ser falso e atuar e enganar superior aos educados políticos tradicionais, que freqüentaram universidades. Dado a ele aval político por esses  , e por intelectuais , caso de um Frei Beto, ou Boff,  como , aliás, foi dado também a Dirceu, ninguém segurou-os mais . Pois contaram com mais um trunfo forte (em troca de quê, mesmo?) – o bem programado respaldo do bloco neoliberal mundial, gradativo, via “big mídia” .
                  Daí para atingir, maciçamente, o povão, faltava pouco. Líder sindical educado pelas “escolas americanas” , de um lado;de outro, líder estudantil “guerrilheiro” , derrotado, mas mantendo a “aura” de esquerda, mesmo com nebulosas mudanças de comportamento, rumo à direita, após temporada no Paraná,  e andanças , sem prisão nem encontros com a repressão , aquela mesma  que chacinara Herzog. (Cf. “Dirceu, de O.Cabral).
                   Quem interessado em confirmar ou verificar ou analisar o passado real dos dois “esquerdistas” ou o caminho à direita, cada vez mais radical , de ambos, dentro e fora do PT , financiados por empreiteiras e envolvendo autoritarismo, despotismo, mentiras, encobrimento de irregularidades e , por fim, expulsão e perseguição dos honestos denunciantes de falcatruas e companheiros autênticos de esquerda? (Petras, J.N.pinto, O. Cabral,etc.) .
                  Nem , aquela época, a “direita” beneficiada(“big mídia “à frente) , nem a esquerda em frangalhos, a qual foram oferecidos , ainda, cargos, verbas, pequenas fatias de poder, em troca apenas do silêncio, compreensão, paciência, esperança – ilusão , fé, no sentido que tamanha traição não fosse o que parecia. Era mais fácil, depois de tanto sofrimento para  democratas e “esquerda” , com s ditadura(perseguições, prisões, torturas) , acreditarem no sonho “esquerdista” , liderado pelos dois líderes , quase românticos. Que , hoje, desmancha-se , quando comprovado ambos líderes serem ricos neoliberais, que serviram , fielmente, a esses interesses, durante décadas, enganando e  arrasando o povo brasileiro – e o Estado antes nacional. 
 

                                            À SOMBRA DE WALESA,

                             EX-LÍDER POLONÊS PRÓ-AMERICANO

           
           Pior, líderes sobre os quais pesa sombra tipo a do líder polonês Walesa, comprovado informante policial  , acusação que também já atinge Lula da Silva, oriunda , entre outras, do ex-auxiliar e amigo, Tuma Jr.(em livro, não contestado, nem pessoal, nem judicialmente) . O que , aliás, mostra que tal recurso político , dos serviços secretos do Império,  parece ser “padrão ” , já tendo sido utilizado na Polônia e, por certo, em outros lugares. Quanto ao outro, José Dirceu, pairam  dúvidas ,  em relação a seu passado, no grupo Molipo, massacrado ,com exceção dele e uns poucos, em situação não bem esclarecida (Rollemberg, Denise. E O.Cabral, referências, ib. ) .
         Além disso, estranha-se ,  do mesmo modo , suas tranquilas andanças , em S.Paulo, e até em Buenos Ayres, anotadas pelo Dops, S.P.,(arquivos),  sem qualquer prisão, apesar da “atividade guerrilheira” logo anterior, sua vinda de Cuba(conhecida da CIA/CIE , brasileiro) , transporte de armas, porte admitido , por ele mesmo, durante anos, de uma pistola(“Dirceu”, ib.), tudo isso mais ou menos quando , na mesma S.Paulo , Herzog era massacrado,e morto,  e, no Rio, torturava-se Marco A.Coelho  , ambos desligados da luta armada. E a política oficial do regime , ainda militar, era prender, “sempre”, para esclarecer “as dúvidas”.(Cruz, Gonçalves,etc.,generais, em declarações.Dirceu não narrou, até agora, qualquer prisão , nessa época, após presença , no Paraná).  Tais dúvidas foram relevadas , amenizadas , por aqueles que levantaram-nas.
            Talvez porque houvesse interesses , de um lado e outro, como no caso de Lula  da Silva, no poder, e de Dirceu, idem, mesmo que preso por outras razões. À “direita” , não interessava desmoralizá-los, mas usá-los; à “esquerda” , envolvida nessas ações , idem, pois foi beneficiada  por eles,com cargos,benesses, quereria também preservar sua “imagem”, e , se esses líderes fossem atingidos , “desairosamente” , ela também o seria – muitos outros militantes seriam, alguns famosos, até pelas ligações com eles .Então , avançar nesse caminho era desinteressante, incluindo-se, obviamente, governo e serviços secretos, além dos militares , em geral.
            De  qualquer modo, quanto à ideologia “neoliberal” e capitalista , de ambos, e serviços prestados às multinacionais e capital financeiro internacional, de longa data, décadas,(desde  o final da década 70), não há quaisquer dúvidas.
           Entretanto, difícil acreditar que todo o sucesso desse projeto neoliberal encoberto , e promovido com “cobertura”de “esquerda”(PT , PC do B e aliados) , e que , afinal, chegou ao poder no Brasil, foi “casual”, com a mudança apenas “natural”da ideologia de Lula e Dirceu e mais alguns. Tudo indica que essa mudança radical teve origens mais profundas e complexas.
           No caso de Lula, sempre foi anti-socialista, cursando , no Brasil e exterior, escolas “sindicalistas americanas”, fatos comprovados, o que parece ele ter sempre escondido ,ou disfarçado , assim como seus adeptos . Portanto, pode ter seguido rumo apontado por seus mentores , mesmo não assumindo-se acusações da esquerda da época –  “que era agente da CIA (Morel , “Lula, o início”).
          Quanto a Dirceu , mudou , radicalmente, após a temporada no Paraná (ao menos, “abertamente”) , não tendo esclarecido, até agora,  como ou por que mudou, as razões pelas quais abandonou o comunismo assumido, tornando-se um estranho neoliberal, meio envergonhado, até hoje enrustido. Não mudou como um Lacerda, ao abandonar o comunismo,abertamente,  mas escondendo-se , até hoje,fazendo gestos (de esquerda?!) sem sentido(ele e Lula, punhos cerrados?!) , ridículos para um neoliberal como ele . Admitisse ter sido preso, torturado,etc. poderia ser entendida sua atitude – teria trocado sua mudança de perspectiva política pela vida, em acordo com os serviços secretos . Ou , preso, teria sofrido ameaças e “lavagem cerebral”, ou algo assim. Sabe-se que muitos fizeram isso.(Gorender, “Luta nas trevas”).Mas, ele nada confirmou, nesse sentido. Então, parece haver um vácuo , na sua história  política . Aguarde-se historiador ,ou jornalista interessado , ou seu prometido livro.
                Afinal , Dirceu poderia ter agido como um Lamarca ou Marighella; ou  um Prestes ou Niemeyer ou Gorender , comunistas até o fim da vida . Ou Lacerda, como referido. Tomou estranho  caminho , como Lula, que só fez mascarar, confundir , quanto ao que realmente ocorria e os rumos que ambos tomavam, com pequenas divergências, mas concatenados, guardando segredos um do outro.(O.Cabral, ib.).  Não o fez , nem explicou-se, depois reconhecendo-se envolvido em  projetos pessoais capitalistas(Cf. Artigos sobre Dirceu, neste site). Ora, o PT, Lula, Dirceu e outros, incluindo o estranho “novo ” PC do B (após Chacina da Lapa e desastre do Araguaia), com fachada de esquerda e maquiavélico cérebro de direita radical, mudaram a história do Brasil, revertendo anseios à esquerda do povo brasileiro, em larga escala,em sentido contrário, pró-Império , antinacional . (A situação hoje existente, econômica e social -cf.Petras, neste site).
                Tal confundiu e dividiu democratas e esquerda, num golpe magistral , político, invertendo rumos da nação brasileira, nacionais, numa luta que inicia-se no pós-guerra, com Vargas (década 40) , culminando , em nossos dias, com Lula e cia . ( 2014) ainda na direção da administração  subordinada, agora em crise. O ” neoliberalismo imperial”  vitorioso, multinacionais e capitalismo financeiro internacional dando as diretrizes . Casualidade, mudanças “naturais”  da situação e pessoais desses líderes, o Brasil retrocedendo(Petras ,ib. Por exemplo) ? Ou uma ação concatenada e vitoriosa , programada, dos agentes do Império, em que esses líderes neoliberais locais foram alçados à liderança maior e cumpriram , fielmente, o papel para o qual foram designados , talvez ao estilo Walesa ? 
               A  “direita” , que finge de esquerda, confunde, ganha eleições , adia cobranças  e problemas com o “povão”, engana-o, desmobiliza-o  – enquanto  propicia às multinacionais e ao grande capital financeiro ,e aliados ,  os maiores lucros do mundo . Trata-se , sem dúvida, de notável vitória  política desses interesses , ao curso das últimas décadas.  (Confira declarações do próprio Lula da Silva, em  revistas diversas , e dados abaixo,  levantados por Petras ).
                    Em suma , o que  Brizola repetia,  de quando em vez – Essa é  a  “esquerda” que a direita gosta “. Poderíamos alterar um pouco, pois o quadro ,agora , é outro e mais grave  ainda  :  “Essa é a  falsa esquerda que a direita adora , curte e prestigia .”Além de financiá-la , é claro .
                                                                                      

                                                                                                 ( Redação )      

                                                                      PARTE I

                                    (análise de James Petras sobre o Brasil)

          O Brasil testemunhou um dos mais gritantes retrocessos sócio-econômicos da moderna história mundial:  de uma dinâmica nacionalista de industrialização para uma economia exportadora primária.

         Entre meados da década de 1930 e meados da década de 1980, o Brasil cresceu a uma taxa média de cerca de 10% no seu sector manufatureiro, em grande medida com base em políticas intervencionistas do estado, subsídios, proteção e regulação do crescimento de empresas públicas nacionais e privadas.

        Mudanças no “equilíbrio” entre o capital nacional e estrangeiro (imperial) começaram a verificar-se a seguir ao golpe de 1964 e aceleraram-se após o retorno da política eleitoral nos meados da década de 1980. A eleição de políticos neoliberais, especialmente com a eleição do regime Cardoso em meados da década de 1990, teve um impacto devastador sobre sectores estratégicos da economia nacional: a privatização generalizada foi acompanhada pela desnacionalização dos altos comandos da economia e a desregulamentação maciça de mercados de capitais [1] .

              O regime Cardoso preparou o cenário para o fluxo maciço de capital estrangeiro nos sectores agro-mineral, financeiro, seguros e imobiliário. A ascensão das taxas de juro, como exigido pelo FMI, o Banco Mundial e o mercado especulativo imobiliário elevaram os custos da produção industrial. A redução de tarifas de Cardoso acabou com subsídios à indústria e abriu a porta a importações industriais. Estas políticas neoliberais levaram ao declínio relativo e absoluto da produção industrial [2] .

A vitória presidencial do auto-intitulado “Partido dos Trabalhadores”, em 2002, aprofundou e expandiu o “grande retrocesso” promovido pelos seus antecessores neoliberais.

              O Brasil reverteu para tornar-se um exportador primário de commodities, como soja, gado, ferro e minérios que se multiplicaram, as exportações de material de transporte e manufaturas declinaram [3] . O Brasil tornou-se uma dos principais exportadores de commodities extrativas do mundo. A dependência do Brasil das exportações de commodities foi ajudada e compensada pela entrada maciça e a penetração de corporações imperiais multinacionais e de fluxos de financeiros por bancos além-mar. Os mercados além-mar e os bancos estrangeiros tornaram-se a força condutora do crescimento extrativo e da morte industrial. Para ter um melhor entendimento da “grande reversão” do Brasil de uma dinâmica nacionalista-industrializante para uma vulnerável dependência imperial conduzida pela extração agro-mineral, precisamos resumidamente rever a economia política do Brasil ao longo dos últimos cinquenta anos a fim de identificar os “pontos de virada” decisivos e a centralidade da política e da luta de classe.

                     Modelo militar: modernização a partir de cima 

                Sob a ditadura militar (1964-1984) a política econômica baseada numa estratégia híbrida enfatizando uma tríplice aliança do estado, do capital estrangeiro e do capital privado nacional [4] centrada primariamente em exportações industriais e secundariamente e commodities agrícolas (especialmente produtos tradicionais como o café).

Os militares rejeitaram o modelo nacionalista-populista baseado em indústrias do estado e cooperativas camponesas do deposto presidente Goulart e puseram em vigor uma aliança de capitalistas industriais e agro-negócio. A cavalgar uma onda de mercados globais em expansão e beneficiando da repressão do trabalho, a compressão de salários, subsídios abrangentes e políticas protecionistas, a economia cresceu a dois dígitos desde o fim da década de 1960 até meados da de 1970, o chamado “Milagre brasileiro” [5] .

           Os militares, se bem que afastando quaisquer ameaças de nacionalizações, puseram em vigor um certo número de regras de “conteúdo nacional” e ampliaram a dimensão e âmbito da classe trabalhadora urbana, especialmente na indústria automotiva. Isto levou ao crescimento dos sindicatos de trabalhadores metalúrgicos e posteriormente do Partido dos Trabalhadores.

         O “modelo exportador” baseado na indústria leve e pesada, de produtores estrangeiros e internos, tinha base regional (Sudeste). A estratégia de modernização aumentou desigualdades e integrou os capitalistas “nacionais” a multinacionais imperiais. Isto preparou o terreno para o início das lutas anti-ditatoriais e o retorno da democracia. Partidos neoliberais ganharam hegemonia com a virada para políticas eleitorais.

                

                                       Políticas eleitorais,

                           a ascensão do neoliberalismo

                  e a ascendência do capitalismo extrativo

 

            A oposição eleitoral que sucedeu aos regimes militares esteve inicialmente polarizada entre uma elite liberal, adepta do livre mercado agro-mineral e aliada a multinacionais imperiais e, por outro lado, um bloco nacionalista de trabalhadores, camponeses, trabalhadores rurais e classe média baixa. Trabalhadores militantes constituíam a CUT, camponeses sem terra o MST e ambos juntaram-se à classe média para constituir o PT. [6] A primeira década de política eleitoral, 1984-94, foi caracterizada pelo puxa e empurra entre o capitalismo estatista residual herdado do regime militar anterior e a emergente burguesia do “livre mercado” liberal. As crises de dívida, hiper-inflação, corrupção sistêmica maciça, o impedimento do presidente Collor e a estagnação econômica enfraqueceram gravemente os sectores capitalistas estatais e levaram à ascendência de uma aliança do capital agro-mineral e financeiro, tanto de capitalistas estrangeiros como locais, ligada a mercados além-mar.

             Esta coligação retrógrada encontrou o seu líder político e o caminho do poder com a eleição de Fernando Henrique Cardoso, um antigo acadêmico de esquerda que se converteu em fanático do mercado livre.

            A eleição de Cardoso levou a uma ruptura decisiva com as políticas nacionais estatistas dos sessenta anos anteriores. As políticas de Cardoso deram um impulso decisivo à desnacionalização e privatização da economia, elementos essenciais na re-configuração da economia do Brasil, e à ascendência do capital extrativo [7] .

            De acordo com quase todos os indicadores, as políticas ultra-liberais de Cardoso levaram a um precipitado grande salto para trás, concentrando rendimento e terra, e aumentando a propriedade estrangeiro de sectores estratégicos. A “reforma” da economia de Cardoso a expensas do trabalho industrial, da propriedade pública, dos trabalhadores sem terra provocou greves generalizadas e ocupações de terra [8] .

           A “economia extrativa”, especialmente a abertura de sectores lucrativos na agricultura, mineração e energia, ganhou espaço a expensas das forças produtivas: a posição relativa da manufatura, tecnologia e serviços avançados declinou. Em particular, os ganhos do trabalho como um todo declinaram como percentagem do PNB [9] .

         A taxa de crescimento médio da indústria declinou para uns magros 1,4%. O emprego no sector industrial caiu em 26%, o desemprego subiu para mais de 18,4%, o “sector informal” subiu de 52,5% em 1980 para 56,1% em 1995 [10] .

         A privatização de empresas públicas como a Telebrás, firma gigante e lucrativa de telecomunicações, levou à despedida maciça de trabalhadores e à sub-contratação de trabalho com salários mais baixos e sem benefícios sociais. Sob Cardoso, o Brasil tinha as mais altas taxas de desigualdade (coeficiente de Gini) entre todos os países do mundo.

         Cardoso utilizou subsídios do estado para promover o capital estrangeiro, especialmente nos setores da exportação agrária e mineral, enquanto pequenos e médios agricultores ansiavam por crédito. O seu programa de desregulamentação financeira levou à especulação com divisas, lucros maciços e inesperados para bancos da Wall Street quando o regime elevou as taxas de juro em mais de 50% [11] .

           A bancarrota de agricultores levou ao seu despojamento pelos capitalistas agro-exportadores. A concentração de terra assumiu uma virada decisiva quando 7% dos grandes proprietários que possuíam fazendas de mais de 2000 hectares aumentaram a dimensão das suas terras de 39,5% para 43% das terras agrícolas brasileiras [12] .

               Durante os oito anos de Cardoso no governo (1994-2001) houve um tsunami de investimento estrangeiro: mais de US$50 mil milhões entraram no país só nos primeiros cinco anos – dez vezes o total dos 15 anos anteriores [13] . Companhias agro-minerais de propriedade estrangeiras entre as principais companhias estrangeiras (em 1997) representavam mais de um terço e continuavam a crescer. Entre 1996-1998 multinacionais estrangeiras adquiriram oito grandes firmas de alimentos, mineração e produção metálica [14] .

         As políticas neoliberais de Cardoso abriram a porta amplamente para a tomada de indústrias críticas e sectores bancários pelo capital estrangeiro. No entanto, foram os presidentes do “Partido dos Trabalhadores” que vieram a seguir, Lula da Silva e Rousseff, que completaram o Grande Salto para Trás da economia brasileira ao se voltarem decisivamente para o capital extractivo como a força condutora da economia.

                                        Do neoliberalismo ao capital extrativo

 

                As privatizações de Cardoso foram apoiadas e aprofundadas pelo regime Lula. A ultrajante privatização de Cardoso da mineradora Vale do Rio Doce por uma fração do seu valor foi defendida por Lula; o mesmo se passou com a privatização de fato da companhia petrolífera estatal Petrobrás. Lula abraçou as políticas monetárias restritivas, acordos de excedente orçamental com o FMI e seguiu as prescrições orçamentais dos diretores do FMI [15] .

O regime Lula (2003-2011) adotou as políticas neoliberais de Cardoso como um guia para promover a re-configuração da economia do Brasil em benefício do capital estrangeiro e interno, agora assente no sector primário e de exportação de matérias-primas.

  Em 2005 o Brasil exportou US$ 55,3 mil milhões em matérias-primas e US$ 44,2 mil milhões em bens manufaturados; em 2011 o Brasil triplicou suas exportações de matérias-primas para US$ 162,2 mil milhões enquanto suas exportações de manufaturas aumentaram para uns meros US$ 60,3 mil milhões [16] .

        Por outras palavras, a diferença entre o valor das exportações de matérias-primas e de manufaturas aumentou de US$ 13 mil milhões para mais de US$ 100 mil milhões nos últimos cinco anos do regime Lula.

A desindustrialização relativa da economia, o desequilíbrio crescente entre o sector extrativo dominante e o sector manufatureiro ilustra a reversão do Brasil para o seu “estilo colonial de desenvolvimento”.

                              O capitalismo agro-mineral, o estado e o povo

               O sector exportador do Brasil beneficiou-se enormemente com a ascensão dos preços das commodities . O principal beneficiário foi o sector exportador agro-mineral.

           Mas o custo para a indústria, transporte público, condições de vida, investigação e desenvolvimento e educação foi enorme. As exportações agro-minerais proporcionarem grandes receitas para o estado mas também extraíram-lhe grandes subsídios, benefícios fiscais e lucros.

             A economia industrial do Brasil foi afetada desfavoravelmente pelo boom da commodities devido à ascensão no valor da sua divisa, o real, em 40% entre 2010-2012, a qual aumentou os preços das exportações de manufaturas e diminuiu a competitividade dos produtos manufaturados [17] .

           As políticas de “mercado livre” também facilitaram a entrada de bens manufaturados mais baratos da Ásia, particularmente da China. Enquanto as exportações primárias para a China deram um salto, o sector manufatureiro do Brasil, particularmente bens de consumo como têxteis e calçados, declinou entre 2005 e 2010 em mais de 10% [18] .

                 Sob os regimes Lula-Rousseff, a extrema dependência de um número limitado de commodities levou a um declínio agudo nas forças produtivas, medido pelos investimentos em inovações tecnológicas, especialmente aqueles relacionados com a indústria [19] .

                    Além disso, o Brasil tornou-se mais dependente do que nunca de um único mercado. De 2000 para 2010 as importações chinesas de soja – a principal exportação agrícola – representaram 40% das exportações do Brasil; as importações chinesas de ferro – a exportação mineira chave – constituem mais de um terço do total das exportações daquele sector.

               A China também importa cerca de 10% das exportações brasileiras de petróleo, carne, celulose e papel [20] . Sob os regimes Lula e Rousseff, o Brasil reverteu para uma economia quase mono-cultural dependente de um mercado muito limitado.

          Em consequência, o arrefecimento da economia da China levou como era de prever a um declínio no crescimento do Brasil para menos de 2% de 2011 para 2013 [21] .

                                            Brasil: paraíso econômico do capital financeiro

            Sob as políticas de mercado livre do Partido dos Trabalhadores, o capital financeiro entrou a jorros no Brasil, como nunca antes. O investimento direto estrangeiro saltou de cerca de US$ 16 mil milhões em 2002, durante o último ano do regime Cardoso, para mais de US $48 mil milhões no último ano do governo de Lula [22] .

         A carteira de investimento – na maior parte de tipo especulativo – subiu de US $5 mil milhões negativos em 2002 para US$ 67 mil milhões em 2010. Entradas líquidas de investimento direto estrangeiro (IDE) e investimentos de carteira totalizaram US$ 400 mil milhões durante 2007-2011, a comparar com os US$ 79 mil milhões durante o período anterior de cinco anos [23] .

        Investimentos de carteira em títulos de altos juros retornaram entre 8% e  15%,

o triplo  e  o

quádruplo das taxas na América do Norte e Europa. Lula e Dilma

são “presidentes poster” da Wall Street.

  De acordo com os indicadores econômicos mais importantes, as políticas dos regimes Lula-Dilma foram as mais lucrativas para o capital estrangeiro além-mar e para os investidores nos setores agro-minerais primários na história recente do Brasil.(*)

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(*)Nota da  Redação : Fim da Parte I , desta edição. Como exposto,  esta divisão foi  feita pela redação de Caminhando, exclusivamente por razões de edição e facilidade,  para o leitor,  e de publicação  . O artigo citado está publicado por Petras, na íntegra , em seu site oficial.Não alterado conteúdo, ou frases,  ou qualquer outra parte. Apenas acertados alguns erros de português ,evidentes , ou de tradução. A segunda  parte  deste artigo será publicada,  em seguida(Parte II) . As referências das citações estão ao final da parte II . Os grifos,destaques e  cores não são da edição original , mas da Redação.

1 Comentário

  1. Este artigo do Petras precisa ficar na primeira página mais um pouco. Redação

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