A Pandemia do Coronavírus Expõe a Face Excludente do Regime do Capital

abr 5, 2020 by

A Pandemia do Coronavírus Expõe a Face Excludente do Regime do Capital

A Pandemia do Coronavírus Expõe a Face Excludente do Regime do Capital

(Editorial de Caminhando Jornal Tv 43)

       Hiran Roedel

 

A pandemia do coronavírus expõe a face excludente do regime do capital. No capitalismo central, por onde passa, deixa um rastro de mortes.

A dívida pública, cujo principal objetivo é atender aos interesses dos rentistas, age como uma sangria dos recursos sociais, deixando milhões de brasileiros nas mais precárias condições de vida.

Mas sabemos que a atual versão do capitalismo, o neoliberalismo, surgiu de um processo radical de 40 anos de afirmação do slogan de que o mercado tudo resolve.

Processo que alterou o campo político, transformando os dirigentes públicos em meros gestores da ordem econômica. O debate sobre projetos de sociedade foi retirado de pauta e as condições de vida e de saúde foram submetidas à lógica do mercado.

Para aprofundar esse modelo no Brasil, o golpe de 2016 foi orquestrado pelo imperialismo e seus aliados internos. Era necessário sua radicalização.

Contraditório foi o apoio popular a esse modelo. A pobreza, assim como as favelas e os bairros proletários se expandem. O terror, nessas áreas, se faz constante através do poder policial / militar do Estado juntamente com o de grupos criminosos.

Para se conseguir a aceitação ao conjunto de relações de poder, a grande mídia e as empresas religiosas desempenharam papel central.

Por isso, não devemos estranhar que a crise do coronavírus traga à tona o risco social que paira as áreas populares. Afinal, a precarização do sistema público de saúde fora feito em benefício dos planos de saúde privados.

Aos pobres, a alternativa foi lançar mão da inteligência popular que encontrou no estabelecimento da teia de relações econômicas, religiosas, de parentesco e de vizinhança, a fórmula de sobrevivência.

Mas só isso não basta! É necessário transformá-la em ação política repleta de seu caráter transformador, de debate de projetos, de participação nas ruas.

É necessário romper a passividade em que se encontram os trabalhadores, aproveitando as contradições expostas no capitalismo, fazendo avançar o processo de educação política e superando o ciclo vicioso da salvação divina ou do amparo do chefe político, que cedo ou tarde cobra a fatura de sua “ajuda”!

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